Sunday, August 31, 2008

video

CTTs na Ilha do Mel

só pra atualizar, o video do final de semana na ilha treinando com o Renato e a Corrida de montanha.

Friday, August 29, 2008

Deixa eu explicar...




Bom, este é um texto bem "de blog" mesmo...

Pra explicar o que tem se passado...

um tanto cansado de perguntar a mim e aos outros "o que acontece?" cheguei a conclusão de que não acontece nada... apenas assim a mim parece acontecer um tanto daquelas coisas que maravilham... e deste empilhamento de fatos resta-me tirar momentos de contemplação e felicidade, iluminação do alto do depósito de mesmices e bizarrices da vida.


Tenho meus afortunados e nobres amigos que me permitem ainda crer no senso de humor divino. Tenho meus deveres e obrigações que me lembram de acordar para as contas todos os dias. Tenho uma carreira inventada que foi moldada para caber em mim, apesar de apertar um tanto nos dias de almoço farto longe de casa, nos dias de covardia ela me cai bem. Tenho um país que não é meu, nem do próprio povo, nem de ninguém, e ao mesmo tempo, de qualquer um que o queira. Tenho uma grande guerra (quiçá mundial) a começar, algumas pequenas batalhas pessoais a lutar, diversas ondas/trilhas/muros/projetos a superar/aproveitar/desenvolver/criar...


Não sei bem o quanto me faz bem o bem que faço aos outros. Mas pensando bem, enquanto estiver dormindo, ainda que não tão bem, ou confortável, ou bem acompanhado (ou sequer acompanhado), por mim, tudo ótimo! (ou pelo menos aceitável).


O futuro ri amarelo pro dia de ontem, lá onde memórias e sonhos são feitos da mesma coisa, provavelmente eu não sei ainda o que será do dia de amanhã, pois o hoje me dá muitas coisas para pensar/fazer e o ontem ainda ocupa espaço demasiado nas horas vagas. Talvez seja porque as ondas de ontem não são mais aceitáveis, seja porque eu não remei com comprometimento suficiente ou simplesmente porque já passaram. Se realmente importa, me resta seguir a corrente e encontrá-las mais a frente, mais desenvolvidas, quando os fatores externos (vento, corrente, fundo, geografia, tempo, pessoas, fatos, situações, experiências, etc.) tiverem moldado a forma e intensidade e essência e tudo o que faz dela o que é.


No final tudo se resume ao que eu quero que seja, ou ao que eu vejo que seja, ou sonho, ou invento.


Montanhas são só montanhas. Amontoados de pedra e terra. Ondas são só ondas. Água, sal, peixinhos e mais água.


A vida é tão infinita em suas multiplicidades que não tenho como descrevê-la com uma só palavra, e está é, justamente, a melhor definição que poderia encontrar, ou querer, ou inventar.


O sentido da vida não tem nada a ver com a direção das ondas... Mas o caminho que se escolhe pode ser definido pelo sentido que se deu à própria existência...

Tuesday, August 26, 2008

A outra Ilha

Still haven't finished writing about the last weekend, so I wont post a lot in here...

its enough to say that the Island is a wonderfull place, filled with nice and working people, with some amazing places, a geography with unlimited potencial for training and for sure I'll be back many many times...

and ah... I got second and Renato got third in the race... in our category :)

soon I'll update with some photos, but the writing is for the book only. ;)

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Ainda não terminei de escrever sobre o ultimo fim de semana, então nem vou colocar muito aqui...

basta dizer que a Ilha é um lugar maravilhoso, cheio de gente de bem e trabalhadora, com cenarios indescritiveis, geografia com um potencial ilimitado para treinos e que com certeza vou voltar muitas e muitas vezes pra lá...

e ah... fiquei em segundo na corrida e o Renato em terceiro... na nossa categoria :)

logo atualizo com fotos aqui, mas o texto fica pro livro.

Tuesday, August 19, 2008

a Ilha


I will post this later in english, since its a long post and just a short edit from a bigger one from the book project. Its about the last weekend trip, insights and moments of true happines. thank you!

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Acordei as 7:10, olhei para o relógio e decidi ficar mais 10 minutos deitado, liguei a função “soneca” do despertador e virei para o lado. Pelas frestas da janela eu não via o sol que já devia estar na direção exata de me acertar os olhos. A noite de sexta havia sido de céu aberto, com uma linda lua cheia e até algumas estrelas, contradizendo toda a chuva que caíra durante a semana. Então a perspectiva de um dia nublado não animou muito. Os 10 minutos passaram como se fossem 2 e novamente a musiquinha intencionalmente cafona do despertador soou e decidi levantar, teria um dia cheio pela frente. Tomei o café da manhã ainda repassando as coisas que devia colocar no carro: mochilas, tênis, prancha, documentos, comida, blusa, o tempo está feio, acho que vou levar mais blusas, parafina, leash, bermudas, escova de dente e toalha.

Tomei um café demorado, me despedi de quem já estava em pé e as 8:05 fechei o portão da garagem. Pensei em abastecer na estrada.
Ainda dentro da cidade, comecei a avaliar a situação toda, tinha pela frente mais de 300 km, acompanhado de alguns bons CDs, minha prancha e muita coisa pra pensar. Comecei analisando as pessoas que estavam na rua. Alguns poucos carros pelas ruas perto de casa, tantas pessoas indo sabe-deus-pra-onde fechadas em seus carros, com seus rádios e pensamentos ligados em diferentes estações, alheias a tudo o que acontece e indiferentes a minha presença e estado de espírito. Vi algumas pessoas com roupa de festa com um passo arrastado e expressões cansadas, frutos de uma noite longa, eu nunca trocaria o que sinto agora por qualquer festa ou social-happening onde o relógio move-se um gole de cada vez, pensei me achando a pessoa mais sortuda do mundo.

Pouco antes de chegar a região metropolitana a estrada já começa a se mostrar aberta, pouco transito e a promessa de uma viagem tranqüila. Comecei a cantar mais alto acompanhando a musica, decidi abastecer o carro somente quando chegasse perto da reserva. A estrada rumo ao sul do país partindo de Curitiba é extremamente bem sinalizada e praticamente sem buracos até Florianópolis, dali em diante existe um trecho em obras onde a pavimentação é basicamente composta por buracos, mas como o destino final era Floripa, não me preocupei com isso.

Até Joinville a estrada é cheia de curvas e um tanto perigosa, com a rodovia vazia fica mais tranqüilo, mas mesmo assim tomar as devidas precauções é muito importante. Chegando a Joinville as tradicionais nuvens, que sempre marcam minha passagem por lá, deram as caras, um garoa fininha começou e assim como todas as vezes que passo por ali, pensei em diversas coisas que a cidade representa pra mim, tanto as minhas fases de adolescente-praga-contestador, quando falava o que pensava sem pensar o suficiente antes de falar, como as inúmeras visitas ao litoral em anos recentes, a formatura do meu primo começo do ano, com a churrascaria de garçons hilários. Mas sem exceção, todas as vezes que passo aqui eu penso em visitar ou ligar para todas as pessoas a quem incomodei ou causei desconforto ao longo da vida, é estranho como a cidade tem esse efeito, de causar em mim, não um arrependimento, mas uma vontade de reparar qualquer dano causado. O que me incomoda é o fato da lista crescer a cada vez que eu passo por lá...

A chuva me acompanhou até Piçarras, passando por Barra Velha, onde aprendi a mergulhar direito muitos anos atrás, onde passei alguns bons e divertidos momentos em uma época de pouca preocupação, vejo facilmente o prédio onde me hospedava e um pouco mais a frente percebo que a laje um pouco distante da praia está quebrando clássica, sinais de boas ondas no decorrer do final de semana, o que colocou um sorriso no meu rosto ao mesmo tempo em que me encheu de temor, pois sabia que na Ilha a coisa é um pouco mais complicada do que as ondinhas paranaenses... Seria a primeira vez que surfaria nas praias que me esperavam. E como descobriria no domingo, o condicionamento necessário para surfar por ali é o que constrói o físico dos surfistas locais.

Passando Itajaí já faltava pouco, estava um pouco preocupado, pois precisava ainda ligar para o Esquilo e já havia passado das “10 e pouco” que eu havia anunciado como horário de chegada. Ao cruzar a ponte já eram 11 e pouco, meu celular insistia em não funcionar direito, a única lembrança que tinha era de que precisava procurar um terminal do qual não lembrava o nome, e uma remota memória de que ele morava perto da UFSC, decidi tomar este rumo enquanto continuava a tentar ligar. Consegui falar com ele quando estava a algumas quadras da Universidade e marcamos de nos encontrar lá. Realmente ele morava perto e chegou rápido, uma ligada para o Niko para avisar de nossos planos, uma pequena parada na casa do Esquilo para deixar um dos carros e partimos para a casa do Onii, na Lagoa da Conceição, onde esperaríamos os outros e iríamos almoçar.

A tarde o treino na UFSC acabou virando uma Jam Session tranqüila, conheci alguns dos dedicados traceurs locais, fiquei muito feliz com o nível técnico do pessoal, sinal de treinos dedicados e seriedade. Mesmo com algumas gotas finas a chuva não apareceu pra valer, permitindo explorar bem o campus e algumas possibilidades muito boas. É bom treinar em um lugar aberto assim, onde as opções de obstáculos encontram-se longes umas das outras, diferente do que estamos acostumados em Curitiba com treinos mais “enxutos”.

Após o jantar voltamos para a casa do Kalebe, onde travamos a tradicional luta contra os mosquitos e passei algum tempo admirando a lua cheia enorme e a silhueta da cadeia de montanhas atrás da casa do Kalebe, com destaque para a Pedra Branca muito próxima e algumas tímidas estrelas, foi o terceiro momento iluminado do dia, o primeiro fora na estrada cantarolando sozinho, o segundo andando na UFSC pensando longe quando um pingo me acertou o rosto, isso sem contar pequenas coisas que me alegraram durante o dia, como a recepção do Kalebe, o primeiro giro do dia ainda no estacionamento da UFSC, o jantar a base de camarões. Estes momentos tem se repetido nos últimos meses com uma freqüência cada vez maior, quando percebo tudo o que está acontecendo em volta e simplesmente fico feliz e grato por tudo, literalmente tudo mesmo.

Domingo pela manhã demoramos a levantar, deveríamos tomar café e ir para a casa do Onii, para então decidirmos para qual praia ir surfar. No caminho pegamos o Juca, um traceur dedicado e promissor que surfaria conosco, e o Digo, outro traceur com experiência e que já demonstra o “gene de floripa” e que seria o nosso cinegrafista. Devido ao vento decidimos pelo meio da Joaquina, longe do crowd, o que facilitaria muito a minha vida e foi então que começou uma das melhores partes da viagem.

A água estava gelada, extremamente gelada para os padrões paranaenses de água gelada, mas mesmo assim, na ausência de roupa de neoprene, uma lycra preta para ajudar a esquentar no sol, um aquecimento breve e coragem pra enfrentar as ondas de meio a um metro que chegavam com uma formação um tanto estranha, já com vento, mas ainda assim diferente de tudo o que já surfei. A onda tinha pressão, força, porem no momento em que cava é muito rápida, o que obriga o surfista a entrar na onda ainda antes de ela cavar, para garantir a velocidade, mas isso implica remar numa onda gorda que não tem força para te carregar ainda. Estranho e exige uma técnica especifica, a qual eu não dominei... A meia onda que peguei fechou e levei um tombo daqueles, levando mais 2 da série em seguida.
Depois de um tempo na água e já sem sentir direito mãos e pés, decidi sair. Peguei uma saideira fraca e saí em linha reta. O corpo tremendo, tendo espasmos nas coxas por causa do frio. Comecei a correr na areia fofa para esquentar o corpo com o exercício e com o sol. Os outros não surfistas já haviam chegado e se encontravam na areia girando e divertindo-se com coisas diversas. Após me secar decidi ficar um pouco ao sol, sentei observar tudo o que acontecia a volta, ondas, pedras, dunas, aves, o vento, a areia voando, o sol, e tudo isso formando uma paisagem maravilhosamente com aparência de verão, em pleno inverno catarinense. Decidi pegar meu livro para ler um pouco enquanto não decidiam ir embora, sentado na areia parando de tempos em tempos para observar alguma gaivota passar rasante entre as ondas, ou para olhar o vento nas gramíneas ao meu redor e uns 5 minutos olhando o trabalho de uma formiga para reencontrar o rastro de seu grupo. Em uma destas pausas para observar o que acontecia, levantei os olhos e vi uma enorme pipa/papagaio/pandorga/o seu nome regional para estas coisas que voam presas por uma linha, de um kite surfista que passava entre as ondas, aquela cena colorida e tão tipicamente de verão me colocou um sorriso enorme no rosto, olhei para o Kalebe e ele estava tentando uma acrobacia nova, decidi largar o livro e ajudá-lo na tentativa.

Começou então uma sessão de giros na areia, o Onii havia cavado um buraco para se proteger do vento sentando dentro dele, e este virou o obstáculo a ser saltado com a acrobacia que fosse possível. A diversão durou até o Kalebe sentir dores e o Digo torcer o pé na areia fofa.

Após uma longa espera em uma barraca de lanches, por um açaí demorado, que nas condições em que estávamos, cumpriu a função de alimentar os corpos fadigados, começou a jornada de volta. Deixar os garotos em casa, ir até a casa do Kalebe, tomar banho, pegar minhas coisas, tomar um café e novamente pegar a estrada, saí de lá exatamente as 18:35.

Novamente não peguei movimento, porem desta vez a chuva não estava lá, ao invés disso uma lua maravilhosa que em alguns pontos sem luzes artificiais dispensava o uso de faróis. Novamente cantei alto e feliz, conversei com pedestres e motoristas que não respondiam, pensei em tudo o que acontecera desde a sexta a noite, do momento em que sorrindo me chamaram para apontar como a lua estava bonita, cheia, lá depois da janela, quando senti que havia feito a escolha certa ao não viajar na sexta e que seria um bom fim de semana. Pensei nas coisas que vi e ouvi na ilha, pensei nos novos amigos, nos velhos amigos, no mar, nas ondas, em como tudo o que existe e acontece está ligado e influencia todo o resto que ainda vai acontecer, em como a minha busca pessoal cruza e irá cruzar o caminho de muitas pessoas, agradeci alto a todas e a cada uma delas. Passando a tensão das curvas próximas a Joinville já estava praticamente em casa, mais cedo havia falado com minha mãe e sabia que haveria um jantar me esperando na geladeira e sobremesa com morangos para me dar as boas vindas.

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Acredito que seja o maior post que já coloquei aqui, mas é um resumo rápido de 3 páginas do texto original que tem 23 páginas.

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Obrigado pela paciência de ler e desejo-lhes mais paciência. Afinal, ela é o combustível pro sucesso em qualquer empreitada! ;)

Tuesday, August 12, 2008

toughts and training and tripping and tricking

So, once more I will post some notes that will be used in the book, just as a hint, this posts are more like an ideas checking, since this notes are just in the first presentation format, I will try to work better in it for the book. The wholle posting-excerpts thing is only for checking what people think about my thoughts :)
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For a long time I believed that happiness and self joy were conditioned to some factors, like will, the intention to do the action itself that would provide the desired state or situation. The point is, we do not always do only what we wish, or only what we like. I mean, of course that we do only what we choose to, but this do not mean that this is what we really want at the time. And then it rises the important question, sometimes, we deliberately choose to do something that we do not want to, cause we believe that there is a “greater good” that will justify de momentary discomfort, even this “greater good” being subjective, unsure, or even unreal. The fact that we believe that a sacrifice is justified by a later situation is, not only a relief during the moments of it, but also a void answer, that end-up being used every time we loose the rational line for our acts reasons. Here is worth noticing the difference between a person who spends hours studying, writing papers, research, so to become a good professional, where the “sacrifice” is rewarded for the “greater good” of becoming a good professional, from the person who spends years of its life working in a same unhappy job, cause “its saving money for vacations”, but the vacations never come.
Or the person who let their youth go by trying to fit in some group, to find their own place between the market options, and waste their own health in meaningless actions in the search for a personal truth they never find, and when they see a glimpse of hope for some change for better, they grab it, they desperately put all their hopes in this, they believe, chance to find the so wanted happiness. Only to learn, sooner or latter, that happiness can not be anchored at anything outside ourselves… or you are happy and find this satisfaction by yourself, or you will be always rely upon objects, persons, situations… life is much more than that!
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things going crazy these last days, had a legendary tricking session last saturday, nailled some new moves, trained tons of reps that kept me sored for the wholle weekend after that.
next friday I will hit the road down south, to surf and train and talk a lot with the Floripa guys. Swimming in the cold water and running in the soft sand promisses to be helpfull with my conditioning. Hopefully I will be back stronger, faster and with some things decided for the december national meeting.
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had some up and downs about my circus act, still do not know what to do about it, too many people will be showcasing tissue acts, so I am considering only taping it and save the live performance for some day next year.
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as always, thank you for reading, my ego thank's a lot :)
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então, vou continuar postando alguns textos que servirão para o livro, é bom esclarecer que estou colocando aqui apenas alguns esboços de idéias, mais para testar as idéias do que o estilo literário mesmo... assim vejo a reação das pessoas aos conceitos que pretendo explorar no livro :)
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Por muito tempo acreditei que a felicidade e satisfação pessoal estavam condicionadas a alguns fatores, entre eles a vontade, a intenção de realizar o ato qualquer que iria proporcionar o estado ou situação desejados. O ponto é, nem sempre fazemos apenas o que queremos, ou apenas o que gostamos. Quero dizer, é lógico que fazemos apenas o que escolhemos fazer, mas isto não significa que esta é a nossa real vontade no momento. E aí vem a questão de suma importância, às vezes, escolhemos deliberadamente fazer algo que não queremos, pois acreditamos existir um “bem maior” que irá justificar o momentâneo desconforto, mesmo este “bem maior” sendo subjetivo, incerto, ou mesmo irreal. O fato de acreditarmos que um sacrifício é justificado por uma situação posterior é, não apenas um alívio nos momentos deste esforço, mas também uma justificativa vaga, que acaba por ser utilizada sempre que perdemos a linha racional dos motivos de nossos atos. Vale nota diferenciar a pessoa que gasta horas e horas estudando, fazendo trabalhos, pesquisas, para tornar-se um bom profissional, onde o “sacrifício” foi recompensado pelo “bem maior”: tornar-se um profissional capacitado; Da pessoa que gasta anos da vida trabalhando em um mesmo emprego que a torna infeliz, pois “está guardando dinheiro para as férias”, mas as férias nunca chegam
Ou a pessoa que deixa passar a juventude tentando se adequar a algum grupo, achar seu espaço entre as opções de mercado, e desperdiça a própria saúde em ações sem sentido em busca de uma verdade pessoal que nunca encontra, e quando vê o menor sinal de esperança em alguma mudança para melhor, agarra-se, coloca desesperadamente todas as esperanças nesta que acredita ser a chance de encontrar a tão almejada felicidade. Apenas para aprender, cedo ou tarde, que a felicidade não pode ser ancorada em nada externo a nós mesmos... ou você é feliz e encontra esta satisfação por si só, ou irá para sempre depender de objetos, pessoas, situações... a vida é muito mais que isso!
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estes ultimos dias tem sido absurdos, tivemos uma sessão de GO no sábado, que durou das 9 as 13:45, praticamente ininterrupta, apenas com pausas para a agua :) alguns giros novos e muitas repetições, o que me deixou fadigado o fim de semana todo.
sexta feira irei para Floripa, surfar, treinar, e conversar muito com o pessoal de lá... nadar na agua gelada e correr na areia fofa prometem ajudar bastante no condicionamento ;) Espero voltar mais forte, rápido e com algumas decisões sobre o encontro nacional de dezembro.
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estou tendo alguns problemas com a minha apresentação do circo, ainda não decidi se vou mesmo apresentar final do ano, ou apenas montar o numero e filmá-lo, para depois inscreve-lo em algum outro espetáculo.
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obrigado por ler, meu ego agradece ;)

Wednesday, August 06, 2008

Da transitoriedade das marés e das coisas

I have a lot of texts to post, but not many are translated yet, so I will post them with no particular order, and will update with translations the ones with no english version yet. the following piece is about life and surfing, and how the act of surfing can be compared with life and the waves we ride, with chances we take, I'll try to post a translation tomorrow. thank you!
**** edit - adding the translation :)
From the changing of tides and things

Logically, as any illogical young one, I believed for quite a while that the things that I wanted were going to last forever and respect exactly my will during this same time. So I thought that whatever I were doing was right, everything that I wanted were important e that all the others were wrong simply cause they were different from me, after all, if I could manage to get this conclusions and standings, everyone could, no?

Well, but is by “taking in the head” that you learn how to dive under the waves! Not everything that I say or do is right, I can try to keep myself in some moral and ethics logic that allow me to say that I believe to be right, but that is guarantee of absolute nothing. And the truths that I made up, so many as the situations I put me in to, sometimes are not even enough to satisfy my self, what to say about the poor one believing me.

This way, I learned to admit that I need to learn… To assume how much I still do not know about things and how much everything is free to change, independent from my will or opinion. Life can even work in cycles, like the tides, and with no doubt our attitudes can influence it, but never to the point of controlling the intensity of everything around us.

And that’s why the metaphor about the life as similar to the act of surfing is so pertinent. One must sit and wait to see what the nature will offer, let some waves pass by, give the way to the ones better positioned, choose the one that looks better to you, and then fully dedicate yourself to the act of catching the wave, and during it, adapt your moves to what the wave allows you to perform, without pushing any situation that the conditions do not allow. Enjoy the wave till its end, with no worries about the next one or the previous one, the thing it matters is that moment. After the wave’s ending, with the whole body showing your gratitude for everything that just happened, patiently return to the line up, and wait for the next wave. This simple and basic attitude is what separates a good surfer, not necessarily a high skilled one, but with attitudes that will be noticed for everyone who knows him, and is what make persons who we respect and regard in our life.

Sometimes we can spend the whole day in the ocean, waiting for a wave, paddle into some and decide not to drop it, or decide to push and “catch anything”, or simply give up and come back other day. As so, we can spend our whole life patiently waiting for a opportunity to come, to try a few, but decide not to put effort or time in it, or decide to push any situation even without any sign of success, or yet, to give up. Either way, with the right attitude, the timing and skill, the wave will come, the opportunity will come, the time and commitment dedicated to what you want are the keys to the success of the tryout.
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tenho muito material, então vou colocando sempre que der vontade aqui, este texto ainda não traduzi então fica só a versão em portugues por enquanto. ;)
*** editado pra incluir a versão em ingles ;)


Da transitoriedade das marés e das coisas

Logicamente, como todo jovem sem lógica, acreditei por um tempo que as coisas que eu queria iriam durar para sempre e respeitar exatamente a minha vontade pelo mesmo tempo. Assim como achei que tudo o que eu fazia era certo, tudo o que eu queria era importante e que todos os outros estavam errados pelo simples fato de serem diferentes de mim, afinal, se eu podia ter chegado a estas conclusões e posições, todos poderiam, não?

Pois é, mas é “tomando na cabeça” que se aprende a furar onda! Nem tudo o que digo ou faço é o certo, eu posso tentar me manter dentro de uma lógica moral e ética que me permite dizer que acredito estar fazendo o certo, mas isso não é garantia de absolutamente nada. E as verdades que invento, tão variadas quantos as situações pelas quais eu passo, às vezes não são suficientes sequer para me satisfazer, o que dizer do pobre que acredita sem questionar-me.

Assim, aprendi a admitir que tenho que aprender... A assumir o quanto ainda não sei das coisas e o quanto tudo é livre para mudar, independente da minha vontade ou opinião. A vida pode até funcionar em ciclos, como as marés, e sem duvida alguma nossas atitudes podem influenciá-los, porem nunca a ponto de controlar a intensidade de tudo a nossa volta.

Por isso a metáfora da vida como similar ao ato de surfar é tão pertinente. Deve-se sentar e esperar o que a natureza irá oferecer, deixar algumas ondas passarem, dar a preferência para aqueles mais bem posicionados, escolher a que lhe parece melhor, e então dedicar-se por inteiro ao ato de pegar a onda, e no decorrer da mesma, adaptar-se às manobras que ela permite realizar, sem forçar nenhuma situação que as condições não permitam. Aproveitar a onda até o final, sem a preocupação com a próxima onda ou com a anterior, o que importa é aquele momento. Após o fim da onda, com o corpo inteiro demonstrando a gratidão por tudo o que ocorreu, voltar pacientemente para o line up, e esperar a próxima onda. Esta atitude simples e básica é o diferencial de um bom surfista, não necessariamente tecnicamente bom, mas com as atitudes que serão valorizadas por todos os que o conhecerem, e é o que caracteriza as pessoas que consideramos sensatas e respeitamos em nossas vidas.

Às vezes podemos passar o dia inteiro no mar, esperando uma onda, remar em algumas e resolver não descer, ou decidir forçar e “pegar qualquer coisa”, ou simplesmente desistir e voltar outro dia. Assim como podemos passar a vida inteira pacientemente esperando uma oportunidade, testar algumas, mas resolver não investir tempo ou esforço nela, ou decidir forçar qualquer situação mesmo sem o menor sinal de sucesso, ou ainda, desistir. De qualquer maneira, com a atitude certa, o tempo e preparo certo, a onda virá, a oportunidade virá, o momento e o comprometimento dedicado ao que se quer são as chaves para o sucesso da tentativa.

Tuesday, August 05, 2008

Perception

as I've said, I will post something from the notes every now and then... ;)

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Our perception is conditioned to our capacity to associate the fact to a word or words that may suit, according to our logic, to what we are living in a giving moment. To easily understand, we associate events not only to words, but to other events, these one too associated to words, this way we can create a net of references allowing a more detailed understanding of the action or experience. But this same instrument of verbalization, who allows the detailed comprehension of the physical and mental events, works as a boundary for the perception of it. Cause when one associate a word to a fact, immediately one limit the fruition down to the concept and meaning of the word, even if that description is correct for the given situation, the manifestation of such relation closes any possibility of a complete and free perception of the experience, cause one is bounded to the pre-existing concept associated to the word, and even if this can be associated to the fact, these concepts were not designed only and exclusively for this fact/action, meaning that they do not enclose in it the whole characteristics of it. So, for the experiences to be lived in a complete and true way, as unique facts they are, they must be disassociated from any pre-idea about what each thing or situation really is. This way, a true experience can be described by word, but must be lived without any intention of verbalization, only this way it is possible to eliminate any trace of perception noises from other experiences that might be similar to the evaluated fact.

The real experience do not need words, cause the truth is free from any definition and do not allow it self to be bounded by concepts. At the moment that we get in the world of words, we leave the reality to live based in concepts and pre-made ideas.

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Nossa compreensão das coisas é baseada na verbalização das experiências e idéias. Assim, nossa percepção é condicionada a nossa capacidade de associar o fato a alguma palavra ou palavras que possam se adequar, de acordo com nossa lógica, ao que estamos vivendo em dado momento. Para facilitar a compreensão, associamos os eventos não apenas a palavras, como a outros eventos, também estes associados a palavras, assim, podemos criar uma rede de referencias que permite um entendimento mais detalhado da ação ou experiência. Porem, este mesmo instrumento de verbalização, que permite o detalhamento da compreensão dos eventos físicos ou mentais, funciona como um limitador da percepção das experiências. Pois, ao associar um fato a uma palavra, imediatamente estamos limitando sua fruição ao conceito e significado desta palavra, mesmo que esta seja a descrição correta para a ocorrência, a manifestação deste tipo de relação fecha qualquer possibilidade de uma fruição completa e livre da experiência, por estarmos presos ao conceito pré-existente associado a palavra usada, sendo que, mesmo que sejam passiveis de associação ao fato avaliado, não foram concebidos especifica e unicamente para este fato, sendo assim, não encerram em si todas as características presentes neste. Logo, para que as experiências sejam vividas de maneira completa e verdadeira, como fatos únicos que são, devem ser desassociadas de qualquer pré-idéia sobre o que é na realidade cada coisa ou situação. Assim, uma experiência verdadeira pode ser definida por palavras, porem deve ser vivida sem qualquer intenção de verbalização, somente assim é possível eliminar qualquer resquício de ruído de percepção derivado de outras experiências que por ventura possam assemelhar-se ao fato avaliado.

A experiência real não precisa de palavras, pois a verdade é independente de qualquer definição e não se permite limitar-se por conceitos. No momento em que adentramos o mundo das palavras, abandonamos a realidade para viver com base em conceitos e idéias pré-concebidas.

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acho que nunca escrevi tanto e com tanta frequencia... obrigado a todo mundo que tem servido de estimulo e inspiração, eu sei que já agradeci diretamente a algumas pessoas, mas que minha gratidão se estenda a todos os com quem tenho convivido ou conversado nos ultimos meses.

Saturday, August 02, 2008

Racing season!

so, I just decided which races I will compete this year, basically I've dropped the triathlon ones for now, since I am quite happy with my overall conditioning for it, and not having much time for long bike training in the road. So I sorted 2 trail running comp's and one uphill road one. Aside from that there will be the whole swimming circuit in december/january.

About the races, the first one is a 12 km trail run, later this month, and it will take place at the Honey Island, a place that I am really ashamed to not have visited yet... since is the most famous and beautiful Island in my state. I always had some excuse to not travel there, and some times spent money in longer or worst trips. But this time I will meet the place in style :) My brother may run it with me, and some guys from CTT too, hopefully we will represent well.

The second one is a 20 km uphill tarmac and bricks road mainly. Coming from the shore to the city, using a colonial path, which is as nice as tough. There will be a 14 km straight uphill length that promises to be a killer.

The third one is the tougher one. they not even call it a race... its the Beaches & Trails Challenge, at Florianopolis, and it will be a 82 km run, with around 5 km of tarmac only, all the remaining length will be sand, trails, rocks and dunes... this race is divided in 2 days, covering 37 km in one day and 45 in the second one.
After this one I will be pretty damn happy about myself :)

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Parkour Classes going steady, growing in quality and every week more and more people get interested, it is surprising how many athletes from other sports have been showing up these days.

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working hard on my circus act, we settled it to debut in December, I am recording some footage for a later video with the whole progression. The moves are getting cleaner as I get stronger and grow confidence and technique. more about that soon...

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c'est ça... merci pour lire c'ette blog ;)

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Temporada de corridas!

então, decidi quais serão as corridas das quais irei participar neste ano. Basicamente eu deixei de lado as competições de triathlon por enquanto, pois estou satisfeito com o nivel do meu condicionamento e sem muito tempo para treinos longos de pedal na estrada. Então eu escolhi 2 provas de corrida de montanha e 1 de corrida de rua. Além disso pretendo participar de todo o circuito de travessias de Bombinhas em dezembro e janeiro.

sobre as corridas:
a primeira será uma corrida de montanha de 12 km ainda em agosto, e será na Ilha do Mel, um lugar que ainda não conheço... sempre arrumei alguma desculpa para não visitar a ilha, as vezes até gastando mais e indo para lugares piores :P Talves meu irmão corra tambem, assim como alguns membros do CTT.

a segunda será uma corrida de rua de 20 km, dividida entre asfalto e paralelepipedo, na Serra da Graciosa, uma antiga estrada que liga o litoral ao primeiro planalto. A corrida será subindo esta estrada, com 14 km consecutivos de subida.

a terceira será a mais dificil, eles nem sequer chamam ela de corrida, é o Desafio Praias & Trilhas, considerada a prova mais dificil do gênero no Brasil, serão 82 km divididos em 2 dias pelas trilhas, praias e costões de Florianopolis.
Após esta corrida estarei bastante feliz comigo mesmo :)

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