Ps.:
"É por pensar que é o que fala que o guerreiro acaba se transformando no que diz."
- x - x -
Deixa eu contar uma história...
eu sempre tive facilidade pra aprender as coisas... fossem calculos, filosofia, ou esportes... a mesma facilidade para aprender uma equação era a de arremessar uma bola, ou encadenar uma via... eu sempre achei que isso era uma coisa natural e boa, afinal... eu tinha o melhor dos 2 mundos certo? notas boas e medalhas ;)
mas com o tempo, a evolução acontece e sempre queremos mais... correr mais, saltar mais, nadar mais, saber mais... vira uma obsessão quase patologica, uma agonia absurda simplesmente de saber que não é capaz de realizar algo fisicamente ou responder a alguma questão. E com o tempo, o numero de perguntas sem respostas aumenta em uma velocidade maior do que as respondidas. E com o tempo, a complexidade das perguntas passa a deixar o campo do saber comum. Assim como as habilidades fisicas.
porém tudo tem um preço.
para ser atleta de elite, em qualquer que seja o esporte. Existem sacrificios que devem ser feitos. Para ser um pensador/intelectual/filosofo, tambem.
Agora pense se o esporte for simplesmente "todos" e a atividade intelectual ou campo de dominio for "todos" tambem.
Qual o tamanho do sacrificio? e até onde é saudavel/viavel ir?
Eu tenho uma vontade enorme de colocar toda essa minha "habilidade e capacidade" a serviço das outras pessoas, para ajudar a reduzir o sofrimento e infelicidade alheios. Mas este "ajudar o proximo", sendo este proximo quem for, a maioria hipocrita calada de baixa capacidade critica, que alimenta um circulo vicioso social absurdo, ou a minoria (não menos hipocrita) que tem consciencia ampla do que acontece. Seria isso uma atitude legitima? de bondade quase sacra? ou seria apenas uma tentativa desesperada de me redimir dos erros que povoam os sonhos e pesadelos, uma patetica encenação de martirio desapegado, que na verdade tem como unico objetivo final a salvação da minha propria consciencia?
- x - x -
eu odeio olhos brilhantes que julgam a mim e a minhas idéias quando falo com eloquencia obviedades que todos sabem mas não praticam, ou tem preguiça de praticar, ou preferem fingir que não faz diferença. Sinto vergonha por ser admirado por fazer aquilo que todos deveriam fazer, pelo simples motivo de todos saberem ser o certo. Sinto vergonha da preguiça da minha geração e da minha espécie.
- x - x -
30/05
Hoje dei um sermão que havia prometido a mim mesmo não repetir.
Hoje vi o melhor e o pior da cidade e das pessoas.
Hoje eu cansei de novo e quase desisti.
Hoje eu vi esperança e tragédia anunciada.
E o que será quando o amanhã virar hoje?
- x - x -
existe um conceito budista bem simples para descrever o amor e a compaixão:
amar alguem é querer que esta pessoa seja feliz.
sentir compaixão por alguem é querer que esta pessoa seja menos infeliz.
eu desejo a felicidade de tanta gente, porem na maioria das vezes, tudo o que posso fazer é torcer para que sofram menos... livre-arbitrio deve sempre ser a prioridade, assim como não admito interferencia alheia nas minhas escolhas, não pretendo interferir nas escolhas de vida de ninguem, e sinto muito pelas vezes em que fiz ou tentei algo assim.
- x - x -
como deu pra perceber, estou escrevendo por aqui de volta... acho q é aquela historia de escrever por escrever e postar em algum lugar... uma amiga uma vez interpretou errado um texto daqui e acabou gerando uma frase bem legal: "colocar em palavras reduz a importancia das coisas que te incomodam. escreve que vai te incomodar menos." e como toda palavra só tem valor quando expressada, cá está o post com o que me incomoda nesta madrugada insone. ;)
- x - x -
parafraseando o Beto num post do blog dele: "eu acredito em elites!"
Mas é muito solitário no topo :/
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Deixa eu contar uma história...
eu sempre tive facilidade pra aprender as coisas... fossem calculos, filosofia, ou esportes... a mesma facilidade para aprender uma equação era a de arremessar uma bola, ou encadenar uma via... eu sempre achei que isso era uma coisa natural e boa, afinal... eu tinha o melhor dos 2 mundos certo? notas boas e medalhas ;)
mas com o tempo, a evolução acontece e sempre queremos mais... correr mais, saltar mais, nadar mais, saber mais... vira uma obsessão quase patologica, uma agonia absurda simplesmente de saber que não é capaz de realizar algo fisicamente ou responder a alguma questão. E com o tempo, o numero de perguntas sem respostas aumenta em uma velocidade maior do que as respondidas. E com o tempo, a complexidade das perguntas passa a deixar o campo do saber comum. Assim como as habilidades fisicas.
porém tudo tem um preço.
para ser atleta de elite, em qualquer que seja o esporte. Existem sacrificios que devem ser feitos. Para ser um pensador/intelectual/filosofo, tambem.
Agora pense se o esporte for simplesmente "todos" e a atividade intelectual ou campo de dominio for "todos" tambem.
Qual o tamanho do sacrificio? e até onde é saudavel/viavel ir?
Eu tenho uma vontade enorme de colocar toda essa minha "habilidade e capacidade" a serviço das outras pessoas, para ajudar a reduzir o sofrimento e infelicidade alheios. Mas este "ajudar o proximo", sendo este proximo quem for, a maioria hipocrita calada de baixa capacidade critica, que alimenta um circulo vicioso social absurdo, ou a minoria (não menos hipocrita) que tem consciencia ampla do que acontece. Seria isso uma atitude legitima? de bondade quase sacra? ou seria apenas uma tentativa desesperada de me redimir dos erros que povoam os sonhos e pesadelos, uma patetica encenação de martirio desapegado, que na verdade tem como unico objetivo final a salvação da minha propria consciencia?
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eu odeio olhos brilhantes que julgam a mim e a minhas idéias quando falo com eloquencia obviedades que todos sabem mas não praticam, ou tem preguiça de praticar, ou preferem fingir que não faz diferença. Sinto vergonha por ser admirado por fazer aquilo que todos deveriam fazer, pelo simples motivo de todos saberem ser o certo. Sinto vergonha da preguiça da minha geração e da minha espécie.
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30/05
Hoje dei um sermão que havia prometido a mim mesmo não repetir.
Hoje vi o melhor e o pior da cidade e das pessoas.
Hoje eu cansei de novo e quase desisti.
Hoje eu vi esperança e tragédia anunciada.
E o que será quando o amanhã virar hoje?
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existe um conceito budista bem simples para descrever o amor e a compaixão:
amar alguem é querer que esta pessoa seja feliz.
sentir compaixão por alguem é querer que esta pessoa seja menos infeliz.
eu desejo a felicidade de tanta gente, porem na maioria das vezes, tudo o que posso fazer é torcer para que sofram menos... livre-arbitrio deve sempre ser a prioridade, assim como não admito interferencia alheia nas minhas escolhas, não pretendo interferir nas escolhas de vida de ninguem, e sinto muito pelas vezes em que fiz ou tentei algo assim.
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como deu pra perceber, estou escrevendo por aqui de volta... acho q é aquela historia de escrever por escrever e postar em algum lugar... uma amiga uma vez interpretou errado um texto daqui e acabou gerando uma frase bem legal: "colocar em palavras reduz a importancia das coisas que te incomodam. escreve que vai te incomodar menos." e como toda palavra só tem valor quando expressada, cá está o post com o que me incomoda nesta madrugada insone. ;)
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parafraseando o Beto num post do blog dele: "eu acredito em elites!"
Mas é muito solitário no topo :/

1 Comments:
é bom ter seus textos de volta, mas é uma pena ver essa angústia toda em ti.
Vais sempre se comparar com os outros, sei como é isso, mas não se julgue melhor ou pior, todos sabem dos prós e contras que citaste, só que escolheram o caminho deles, aproveite seu caminho "desiludido" e siga sempre em frente, faça o que tem vontade e não se arrependa, tens o direito e o dever de fazê-lo!
que a vida seja sempre doce e amarga ao mesmo tempo, se não enjoa...
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